SAÚDE É VIDA!

Exercício é Saúde", desde que praticado com regularidade e obedecendo alguns princípios: tipo, intensidade, frequência, duração e evolução são requisitos básicos para uma adequada orientação e prescrição da atividade física.

O "tipo" relaciona-se com o objetivo, que benefício queremos, ou seja, para melhorar a condição cardio-respiratória objetivando a saúde, ou a competição; aumentar a massa e o tônus muscular para: realizar as atividades diárias, por questão estética, ou atlética; enfim o exercício pode ser uma atividade apenas prazerosa, pois determina uma sensação de bem-estar.

A "intensidade" depende da condição física e clínica, que devem ser avaliadas sempre que possível com a realização de um Teste Ergométrico (eletrocardiograma de esforço), porém necessariamente naqueles indivíduos que apresentem algum sintoma (cansaço exagerado, dor no peito, falta de ar...), ou 2 ou mais fatores de risco para as Doenças do Coração, tais como:

história familiar de cardiopatia (morte súbita ou infarto abaixo dos 55 anos) colesterol aumentado
tabagismo
hipertensão (pressão alta)
sedentarismo
obesidade
estresse
diabetes

 
Os indíviduos sem fatores de risco ou sintomatologia devem fazer esta avaliação, pelo menos, a partir dos 40anos. Trabalhos recentes publicados na literatura médica comprovam que o exercício pode ser realizado 3 a 7 dias na semana, inclusive de maneira intermitente, como, por exemplo: fazer 30 minutos contínuos é tão benéfico quanto fracionar em 2 ou 3 vezes no dia.

Outros estudos bem descritos demonstraram que a atividade física realizada adequadamente diminuiu, tanto em homens como nas mulheres, o índice de mortalidade para todas as causas; não somente para as Doenças do Coração, como já se sabia, mas, também, para surpresa inclusive dos pesquisadores, nos casos de câncer.

Por outro lado, outra publicação recente na literatura internacional, mostra que a ausência de exercício, o Sedentarismo, determina um risco maior ou igual a alguns fatores de risco, tais como o tabagismo e o colesterol elevado, no que tange a todas as causas de mortalidade; logo, não fazer exercício traz mais risco para a saúde do que fazê-lo.

Porém não devemos transformar o exercício na solução para os todos os problemas de saúde; ele é importante na prevenção, atua como coadjuvante no tratamento e na reabilitação de algumas doenças determinando um ganho na qualidade de vida.

Além destes dados, acrescente-se que o exercício é viável economicamente, pois para cada dólar investido, economiza-se cinco, pois diminui o número de internações hospitalares e a ausência ao trabalho por doença, pode melhorar o desempenho pelo aumento da auto-estima. E praticar atividade física é acessível a quase toda a população, basta alguns cuidados, vontade, um par de tênis e uma vestimenta adequada.

A receita é submeter-se a uma avaliação médica inicial e depois iniciar exercícios moderados, com predomínio aeróbico (para melhora da capacidade cardio-respiratória), porém não devemos esquecer o treinamento muscular localizado para desempenharmos as tarefas diárias.

O ideal é iniciar com acompanhamento de profissionais capacitados, porém é importante educar-se a respeito da sua capacidade e de seus limites, para realizar o autocontrole, pois a ausência de um instrutor, uma viagem, férias, enfim os contratempos não devem impedir a prática de exercícios.

A atividade física não é como vacina, temos que torná-la um hábito de higiene para o resto da vida, tal como tomar banho e escovar os dentes.